Mais de 500 empregos à espera de portugueses com formação em TI

As análises e as previsões vão no mesmo sentido: continuam a faltar profissionais de tecnologias de informação para trabalhar e há, constantemente, diferentes vagas por preencher em várias empresas. Só aqui encontra mais de meio milhar.

O sector das Tecnologias de Informação tem sido um dos grandes impulsionadores de emprego em Portugal nos últimos anos, liderando os pedidos de recrutamento. E se a procura por profissionais de TI já começava a ser complicada, no ano passado a escassez de oferta tornou-se ainda mais crítica, apontava um relatório da Hays Portugal.

A falta de recursos nas diferentes áreas relacionadas com as tecnologias está por isso a levar a uma elevada pressão salarial, em que são já os candidatos que passam a “ditar” as regras do mercado, e não o inverso, defendia a consultora em recrutamento especializado na mesma análise.

E num pormenor que pode contribuir para essa escassez, as engenharias estão entre os cursos que demoram mais tempo a concluir, e a informática tem a taxa de abandono mais elevada (36%). Além disso, está também entre os cursos com um valor mais elevado de alunos que se mantêm ainda inscritos na licenciatura sem a terem conseguido completar dentro dos três anos previstos (24%).

A procura é contínua e há sempre empresas portuguesas ou com presença em Portugal com anúncios de recrutamento para reforçarem as suas equipas, como são exemplo as oito apresentadas na galeria de imagens e que, juntas, têm à data mais de 500 postos de trabalho por ocupar.

Entre as ofertas disponíveis, há vagas que necessitam de ser preenchidas imediatamente e lugares para ocupar até ao final do ano. De notar que todas as empresas fazem questão de referir que estão sempre a recrutar, sem deixarem de especificar ofertas em determinadas alturas.

Tek Sapo – 16.05.2018

Nasce laboratório colaborativo para transformação digital na UMinho

A associação sem fins lucrativos, DTx, funcionará em Guimarães e conta com o apoio de 7,5 milhões de euros da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Realizou-se na última quinta -feira a escritura notarial de constituição do Laboratório Colaborativo em Transformação Digital (DTx) – experiencing the future, em Guimarães. O DTx, tem o estatuto jurídico de associação sem fins lucrativos e assume como objectivo a investigação aplicada em diferentes áreas associadas à transformação digital.

Nesse processo deverá evoluir, “incentivando a cooperação entre unidades de investigação e desenvolvimento, instituições de ensino superior e do setor produtivo em novos contextos colaborativos e de partilha de risco, potenciadores da criação de valor e de emprego científico qualificado”. O “CoLab” será coordenado pela UMinho e liderado pelo professor catedrático António Cunha.

São membros associados do DTx as universidades do Minho, Évora e Católica, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) e o Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (CEiiA), bem como as empresas Accenture, Bosch Car Multimedia, IKEA Industry, Cachapuz-Bilanciai, Celoplás, ebankIT, Neadvance, NOS, Primavera, Simoldes Plásticos, TMG Automotive e WeDo Technologies. São membros afiliados os centros de inovação Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) e Centro de Computação Gráfica (CCG). A empresa Embraer Portugal também integrará, brevemente, esta nova associação, avança um comunicado.

O Colab DTx tem sede em Guimarães, onde também terá laboratórios, tal como em Braga, Matosinhos e Évora. Para além do financiamento dos seus associados, conta com o apoio de 7,5 milhões de euros, garantido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do Programa de Criação de Laboratórios Colaborativos.

“O projecto e o desenvolvimento de produtos-sistema ciber-físicos, bem como de sistemas evolutivos, integrando, por exemplo, materiais inteligentes, tecnologias de fabrico digital e soluções baseadas em inteligência artificial, serão o alvo deste Colab no âmbito de uma forte colaboração entre entidades do sistema científico e do tecido económico-produtivo, com parceiros internacionais de referência, como por exemplo o MIT”, acrescenta a nota de imprensa.

Computerworld – 11.05.2018

18 milhões de euros para modernizar rede informática da saúde até 2021

O Ministério da Saúde vai investir 18 milhões de euros numa nova rede de informação da saúde, que vai substituir o sistema em vigor, incapaz de satisfazer as necessidades atuais nas melhores condições.

O investimento será concretizado através dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, organismo que gere os sistemas de informação da saúde, e foi autorizado numa portaria publicada em Diário da República esta quinta-feira.

A rede atual integra 2.200 circuitos de dados que servem as diferentes instituições do Sistema Nacional de Saúde. O investimento que atualizará a estrutura visa garantir níveis de serviço e complexidade que a infraestrutura atual já não consegue alcançar, explica o Negócios, que avança a notícia.

Na portaria são explicadas as razões do novo investimento, entre elas o facto de as exigências em termos de velocidade das comunicações serem hoje muito superiores, ou da banalização do uso de sistemas de informação a todo o país ter resultado numa sobrecarga 09da rede atual.

O investimento de 18 milhões de euros será repartido por quatro anos. Já este ano serão desbloqueados três milhões de euros. Nos próximos dois anos 12 milhões de euros, metade em cada ano e em 2021 três milhões de euros.

nTech News – 06.05.2018

Google avança com open source para criar apps para a cloud

A Google lançou o Asylo, uma solução de código aberto que visa ajudar os programadores a criar apps para a cloud mais seguras e que podem operar em diferentes arquiteturas.

O objetivo com a Asylo é permitir que qualquer aplicação de confiança possam correr os Trusted Execution Environments, ou TEEs. Estes ambientes atam como “enclaves” e protegem as aplicações de ataques nas plataformas onde operam, explica o ArsTechnica. O responsável da Google por este tipo de serviços explica que as pessoas estão preocupadas com ameaças como rootkits ou bootkits e também, ao entrar em infraestruturas partilhadas ou na cloud, como evitar que terceiros tenham acesso indevido aos conteúdos.

A maior parte dos serviços cloud já oferece algumas medidas de segurança como manter logs e controlo de acessos para monitorizar e trancar alguns ambientes. Embora algumas organizações e serviços não se sintam à vontade em colocar parte dos seus dados nos seus próprios sistemas internos virtualizados, com o crescimento das necessidades, vai tornar-se imperativo encontrar uma solução que possa ser alargada.

É aí que entram os TEE, conceito apresentado há dez anos, mas cuja construção requer conhecimento especializado e ferramentas. A Asylo entra em cena agora para simplificar a vida dos programadores. O SDK lançado agora, versão 0.2, ajuda a criar soluções para qualquer hardware e de forma a que possam ser recompilados rapidamente sem necessidade de alterar o código fonte.

Nelly Porter, da equipa da Google, explica que «podemos portar as aplicações de diferentes backends “enclavados” sem quaisquer alterações de código. Podemos correr as aplicações no portátil, na workstation, numa máquina virtual num servidor nas instalações ou numa instância na cloud». A equipa do Asylo escreve que o objetivo é que nas versões futuras as aplicações existentes possam correr em qualquer enclave ao simplesmente copiar o código fonte num contentor Asylo e recompilando-o para a nova plataforma.

Exame Informática – 05.05.2018

GovTech: começa hoje o concurso onde o Governo procura ideias com impacto social

A iniciativa quer desafiar empreendedores a apresentarem projectos inovadores com impacto social e responder aos 17 objectivos de desenvolvimento sustentável da ONU. O público tem direito a votar através de uma plataforma blockchain onde não falta uma moeda virtual.

O GovTech foi anunciado há algumas semanas mas as candidaturas arrancam hoje, 2 de maio, e estão abertas até 8 de junho. Para hoje está marcada a apresentação oficial da iniciativa que é inovadora na forma como o Governo selecciona ideias empreendedoras mas também como estas são votadas. A escolha de uma plataforma blockchain é uma estreia, assim como o lançamento de uma moeda virtual, o GOVTECH.

Para participarem os empreendedores têm de criar uma conta no site do GovTech, usando o Cartão de Cidadão ou a Chave Móvel Digital, e é esta autenticação que permitirá submeter a candidatura e votar. A proposta deve ter já um esquema técnico do protótipo, um documento com o modelo de negócio e um vídeo de apresentação.

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Depois de terminado o prazo de candidaturas estas serão verificadas até 22 de junho, seguindo-se a votação pelo júri e pelo público, que vai usar a moeda virtual GOVTECH. Os 6 candidatos mais votados até 15 de Setembro vão ter a oportunidade de demonstrar os protótipos num evento final, onde serão escolhidos os 3 vencedores. São estes que ganham os 30 mil euros previstos, em moeda real, um protocolo de colaboração com o Estado para desenvolver o produto, um espaço numa incubadora de empresas, apoios à internacionalização com o patrocínio do Instituto Camões e três bilhetes Alpha para a Web Summit, com direito a expositor.

Tek Sapo – 02.05.2018